Seguro de Vida – Quanto devo contratar de cobertura?

Seguro de vida

Na verdade, o Seguro de Vida nada mais é do que uma ferramenta importantíssima de proteção financeira. Não apenas garantindo recursos à família em caso de falecimento do segurado, como também podendo ser utilizado pelo titular ainda em vida, na ocorrência de algum acidente ou diagnóstico de doenças graves.

O Seguro de Vida é um seguro que, junto com o Plano de Saúde e o Seguro Patrimonial, compõe o que chamamos aqui na Bons Mares Seguros de “Pirâmide da Tranquilidade”.

Como saber quanto devo contratar de cobertura no meu seguro?

Entendo que a contratação de um Seguro de Vida deva ser cogitada em qualquer fase da vida de uma pessoa, independente de idade, estado civil, profissão… sendo assim, sei também que cada caso é um caso, e cada apólice deva ser customizada de acordo com a realidade ou momento da vida do segurado.

De maneira geral, três fatores predominam na composição dos prêmios de Seguro de Vida:

  • Reposição de renda;
  • Educação (quando o titular tem filhos em idade escolar);
  • Inventário (quando o titular possui patrimônio).

Vamos falar agora sobre cada um deles.

Reposição de Renda

Esse fator leva em consideração a receita do dia a dia que será perdida em caso de falecimento do segurado, garantindo conforto para a família.

Deve ser calculada baseada no valor da receita atual durante um período de 5 anos (60 meses). Então:

Renda líquida mensal x 60 meses = Valor total da reposição de renda

Educação

Total de recursos que sua família necessita para cobrir os gastos com a educação dos filhos até eles concluírem a sua formação.

Custo anual com educação x Anos restantes para a formação = Capital necessário para educação

Inventário

O objetivo aqui é viabilizar o pagamento das custas de cartório para a partilha do patrimônio.

O custo do inventário pode variar de estado para estado, mas nunca ultrapassa 20% do patrimônio estimado. Sendo assim:

20% do valor do patrimônio = Valor sugerido para o inventário

Exemplo: O titular da apólice tem uma renda mensal de R$ 10 mil reais, um filho com idade escolar e que ainda levará 4 anos para se formar, um custo anual com educação de R$ 20 mil e um patrimônio avaliado em R$ 2 milhões.

Logo:

Reposição de renda: R$ 10.000,00 x 60 meses = R$ 600.000,00

Educação: R$ 20.000,00 x 4 anos = R$ 80.000,00

Inventário: R$ 2.000.000,00 x 20% = R$ 400.000,00

Então, o total mínimo para ser contratado na cobertura de morte é R$ 1.080.000,00

Note que, partindo desse princípio, é possível readequar as coberturas da sua apólice de seguros com o passar dos anos, reduzindo os capitais contratados e, como consequência, reduzindo o custo da apólice.

Se o seu filho já se formou, não é mais necessário se preocupar com os custos de educação. Se ele já está trabalhando e caminhando com as próprias pernas, pode-se reconsiderar a reposição de renda.

A inflação e a possível valorização do patrimônio também podem ser consideradas nessa readequação.

Lembro também que existem coberturas adicionais que podem ser consideradas na contratação da apólice: Invalidez Permanente, Auxílio Funeral, Doenças Graves, Diárias Por Incapacidade Temporária, entre outras. O objetivo é criar uma blindagem contra qualquer fator que possa influenciar na sua saúde financeira e na da sua família.

Por fim, lembre-se que o Corretor de Seguros é o profissional mais indicado para esclarecer suas dúvidas e lhe auxiliar a dar mais esse passo importante na sua vida!

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Germano Raimondi

Sócio e corretor de seguros da Bons Mares Corretora de Seguros.